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O Peso do Detalhe: quando o “defeito” é um sinal de alerta

Existe um tipo de confusão emocional muito comum, e quase sempre silenciosa, que aparece quando conhecemos alguém que, em muitos aspectos, parece “dar certo”, mas tem algo que incomoda. Não é um detalhe pequeno, nem um exagero imaginário. É um defeito real, perceptível, que nos coloca diante de uma pergunta desconfortável: se eu já estou vendo isso agora, por que ainda assim eu continuo atraída?

Essa situação é mais frequente do que parece porque não envolve apenas a outra pessoa. Envolve, principalmente, a forma como nós lidamos com a idealização. Quando gostamos de alguém, não gostamos apenas do que essa pessoa é de fato. Gostamos também do que ela representa, do que desperta em nós e, principalmente, do que imaginamos que ela poderia ser. E aí, mesmo que exista algo evidente que nos incomoda, a mente começa a negociar.

A negociação costuma ser sutil. Às vezes aparece como desculpa: “isso é normal”, “ninguém é perfeito”, “talvez com o tempo mude”. Outras vezes aparece como esperança: “eu consigo lidar com isso”, “não vai ser tão importante”, “o resto compensa”. Mas a verdade é que, quando esse tipo de dúvida surge logo no início, não é por acaso. Existe um sinal ali. E o problema não é ter dúvidas, o problema é ignorar o que elas estão tentando nos mostrar.

A maioria das pessoas acredita que escolher alguém envolve pesar qualidades e defeitos, como numa balança. Se as qualidades pesam mais, seguimos; se os defeitos pesam mais, saímos. Mas na prática, as relações não funcionam assim.

O impacto emocional de um defeito pode ser pequeno ou gigantesco,

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Algumas palavras só se revelam a quem decide ficar.

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